15.08.2016

eu disse que não tinha mais medo, mas tenho.

sobrou um tanto, debaixo da pele

(logo abaixo da memória física do calor da tua mão).

veio o estômago fundo, a vontade de fugir,

de nunca mais comer e de nunca mais amar.

 

da negação do afeto, da esquiva,

do desejo, da norma, do silêncio,

tenho um buraco no peito.

cheio de medo.

(concentrado na garganta, nas mãos, e nas pernas inquietas)

 

quanto demora pra escoar cada lembrança

se tenho tempo e tenho medo,

mas o medo não me tem

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Author: claudiamay

claudiamay é formada em Letras pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, Mestre e Letras - Inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina, Doutoranda em Letras - Inglês pela UFSC.

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